Informações - Contraindicações e fatores adversos

 

Contraindicações e efeitos adversos

 As Ondas de Choque não devem ser aplicadas em locais tratados com infiltração por corticóides por até seis semanas.

Evita-se o uso de ondas focais profundas sobre o tecido pulmonar, e também evitamos estacioná-las sobre os feixes vásculo-nervosos e áreas de medula espinhal íntegra sob regiões submetidas à laminectomia vertebral, onde a barreira óssea foi removida cirurgicamente.

Outras contra-indicações incluem tumores malignos, tromboses e infecções na região a ser tratada, áreas de cartilagem de crescimento em crianças e adolescentes, gravidez, doenças reumáticas não medicadas, traumas ou quadros inflamatórios muito recentes, doenças que reduzem a coagulação sanguínea ou medicamentos anticoagulantes.

É comum a ocorrência de dolorimento na região tratada, durante as primeiras 48 horas após o tratamento. Entretanto, este efeito costuma diminuir no decorrer das sessões.

O uso de Ondas de Choque radiais também pode gerar petéquias na pele, ou pequenas manchas vermelhas, que desaparecem em alguns dias.

 

Tratamento por ondas de choque

Fatores que perpetuam a dor e inflamação e devem ser informados ou investigados

Mesmo esta modalidade tão eficiente pode não funcionar em casos específicos, listados aqui para que os pacientes possam identificar as condições que mantém os quadros dolorosos e inflamatórios e demandam avaliações e acompanhamentos de outras áreas para o sucesso  completo do tratamento.

Níveis sanguíneos reduzidos de Vitamina D: pacientes com níveis baixos de vitamina D no organismo devem corrigir esta insuficiência ou deficiência, pois provoca uma persistência de áreas de edema ósseo. Recomendamos a manutenção de níveis séricos superiores a 40 ng/ml.

O uso prévio de antibióticos da classe das quinolonas (floxacinos): deve ser relatado e seu novo uso evitado dentro do possível, pois é nocivo aos tecidos dos tendões e articulações, sendo este efeito lesivo potencializado com a administração concomitante de corticóides, podendo mesmo levar à rupturas tendíneas. Seu uso diminuí ou neutraliza o efeito do tratamento por ondas de choque sobre os tendões.

Artrites soronegativas: muitos quadros reumáticos (auto-imunidades para o tecido conjuntivo e articulações) dificilmente diagnosticáveis através de exames de sangue (artrites soronegativas) devem ser tratados e acompanhados pelo Reumatologista, ou impedirão a completa e definitiva melhora dos quadros inflamatórios.

Depósito de cristais:  doenças reumáticas com depósitos de cristais de ácido úrico (gota) e pirofosfato de cálcio (condrocalcinose ou pseudogota), que levam à inflamação devem ser informadas ao Fisiatra e tratadas pelo Reumatologista.

Hemocromatose, ferritina elevada e acúmulo de ferro: também deve ser informada a Hemocromatose, condição genética frequente que aumenta a absorção intestinal e retenção de ferro no organismo. É caracterizada pela elevada ferritina (proteína que transporta o ferro) no sangue, e deve ser acompanhada e tratada pelo Hematologista. Dentre os vários tecidos que podem ser agredidos e inflamados pelo excesso de ferro ( o principal a ser protegido é o fígado) estão os músculos e as articulações.

Medicação para câncer de mama, inibidores de aromatase:  o antecedente de tratamento oncológico para mama e o uso de medicamentos que inibem a ação do estrogênio (inibidores de aromatase) pode perpetuar dores e rigidez nas articulações.

Medicamentos redutores de colesterol - estatinas: o uso de medicamentos redutores de colesterol da classe estatinas também deve ser informado, pois prejudica em muitos pacientes o alívio das dores musculares (miofasciais). O quadro frequente de dores, cãimbras e fadiga provocado pelo medicamento pode ser corrigido com a suplementação de um anti-oxidante específico, a Coenzima Q10, na dose de 200 mg ao dia. Este anti-oxidante é normalmente sintetizado no organismo juntamente com o colesterol, e a medicação prejudica sua produção. As estatinas também podem em alguns pacientes provocar uma neuropatia de fibras finas, com perda de equilíbrio (propriocepção) e sensibilidade nos membros inferiores, e contribuir para quadros dolorosos.

Distúrbios de sono: os distúrbios do sono (bruxismo, apnéia do sono) podem provocar um padrão de sono não-reparador que impede o completo relaxamento muscular e o equilíbrio neuroquímico do sistema supressor de dor e de estabilidade do humor, perpetuando a dor crônica miofascial. Devem ser diagnosticados através de exames apropriados (polissonografia) e tratados pelos especialistas de sono.Também os quadros de Síndrome das pernas inquietas durante o sono necessitam de acompanhamento e tratamento neurológico, pois podem manter as dores miofasciais nos membros inferiores, além de  os movimentos involuntários contribuírem para o sono não- reparador.

Bruxismo, trismo, disfunção de ATM: os distúrbios de mastigação podem causar disfunção da articulação têmporo-mandibular (ATM), com hipertonia da musculatura mastigatória e também da musculatura cervical, mantendo prolongados quadros de cefaléia, dor na face e dor cervical, devendo ser tratados também pelos dentistas especialistas em disfunção de ATM e oclusão.

Sensibilização segmentar vertebral: descrita pelo Dr. Andrew Fischer dos EUA na década de 90, a disfunção em um segmento vertebral e seu complexo articular, ligamentar e miofascial provoca hipersensibilidade e dor nos territórios cutâneo, muscular e ósseo relacionados com aquele segmento. É necessário o tratamento deste segmento vertebral primeiramente, antes de abordar a área periférica.

Espasticidade: a própria espasticidade pode perpetuar dor miofascial na região espástica, devendo ser tratada com as ondas de choque ou com associação de tratamentos.

Imobilismo, alterações posturais: as alterações posturais, desequilíbrios musculares e inadequações ergonômicas devem ser corrigidos para permitir a resolução completa dos quadros dolorosos, e a orientação do médico Fisiatra e interação multiprofissional com Fisioterapeutas e Educadores Físicos é fundamental para a via final de toda a cura: o Exercício, com o retorno a uma atividade física regular e adequada.

 

 

Diretor Técnico Dr. Gilson Tanaka Shinzato CRM 64.150

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